Todo grão se acha importante, indispensável, único e suficiente em si mesmo. Mas é apenas grão, pequeno, frágil, vulnerável. Não transforma nada ao redor, sozinho não alimenta ninguém, não muda a qualidade do solo, é preciso deixar de ser grão para cumprir seu propósito, germinar, crescer, frutificar e gerar muitos outros grãos. Somos sementes do que fomos chamados para ser, até morrer para germinar.
Morrer para o ego para se reconhecer no todo, no organismo vivo que realiza. Só temos valor de transformação, quando deixamos de ser uma célula única e pensamos em unidade com o outro. Ser um com o próximo é o que faz de nós Igreja de Cristo. Dois ou três reunidos com o mesmo fim.
Não tem nada a ver com aderir a uma nova religião, entrar numa fôrma de usos e costumes, mudar a agenda, adotar um estereótipo, achar que pode monopolizar Deus. O Evangelho é antes de tudo uma boa nova, onde aos que crêem é dado um norte, uma metanoia, uma conversão de valores e princípios, onde é possível se esvaziar do si mesmo para se enxergar como parte de um organismo vivo e eterno.
O Corpo é de Cristo, nós apenas membros que Ele usa na vida, nos nossos encontros, decisões em favor do todo.
Enquanto a maioria refaz o que Ele passou três anos e meio desconstruindo e na sua cegueira corre atrás do vento, a verdadeira fé consiste em ser um com o próximo em amor.
Ser um com o todo para que todos sejam um.
Nenhum comentário:
Postar um comentário