Mas não me sinto representada por uma transexual, que não viveu e nem sabe o que abrange nosso universo, sendo que a mulher tem suas próprias demandas e há séculos vem sendo subjugadas. Depois de lutar tanto para terem autonomia e direitos, inclusive competência para ocupar lugares que antes nem podiam sonhar, agora não são representadas na comissão de direitos da mulher, por uma presidente do sexo feminino.
Eu menstruei durante 40 anos, engravidei no fim da adolescência, fui submetida a uma cesariana que inflamou e demorou 10 meses para cicatrizar completamente, depois fui mãe solo negligenciada pelo genitor, vivi toda sorte de desconforto na sociedade por ser mulher sozinha, sem apoio, nem na sociedade e nem na Igreja. E agora, depois de toda a luta feminina para se impor como cidadãs dignas, uma pessoa com outras demandas, outro grupo, outra realidade vem nos representar como mulheres sem ser? É novamente o sexo feminino sendo invisibilizado. Tratado como se não tivéssemos o direito nem de ter direitos resguardados por outra mulher.
Viramos pessoas que menstruam e gestam.
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