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domingo, 29 de março de 2026

Autoestima

Para mim, autoestima tem a ver com auto aprovação no sentido geral e não diretamente é ligada a imagem que o espelho reflete. Tem muito mais a ver com a consciência limpa, do que o encaixe perfeito com os padrões.

Eu sou completamente fora de qualquer estereótipo de mulher considerada bonita pela maioria, mas minha autoestima é curada, posto que ao me avaliar (e só eu consigo fazer isso de forma íntegra) reconheço uma pessoa com muitas virtudes e nos pontos onde preciso melhorar, estou em processo. Então, amo a pessoa que sou e consequentemente, cuido do que acho que preciso cuidar.

Não fosse assim, gente bonita não cometeria suicídio ou embarcaria em processos de autodestruição, desrespeitando o próprio corpo, se deixando subjugar ou aceitando rótulos de tudo que é tipo.

Se me amo, me cuido, me ajudo, me perdôo e me protejo de gente que busca me desqualificar seja por qual características for.

Uma vez uma moça bonita falou perto de mim, que não acreditava que uma pessoa gorda tivesse boa autoestima, porque ela mesmo só via defeitos em si mesmo. Uma pessoa de difícil convivência, egocêntrica, com ar de superioridade, cheia de procedimentos estéticos e ainda assim não se sente bem consigo mesmo. Quem olha de fora, só elogios, quem senta pra conversar, só percebe futilidades.

Por esse prisma os padrões são injustos, separando em caixinhas quem vale mais e quem vale menos sob o crivo de sei lá quem, porque o belo é relativo.

Por duas vezes me elegeram em dinâmicas na igreja, como mulher bonita fora dos padrões. Os adolescentes vieram todos felizes me cumprimentar e colocar uma faixa de miss kkkkk isso não tem a ver com estética. Tem a ver com o bem que eu exalo a quem convive comigo, que embora vejam uma pessoa sem muitos qualitativos externos, vêem outro tipo de beleza, que eu tenho o prazer de conhecer bem.


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