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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Evangelho nos encontros




O Evangelho é Cristo. Quem está em Cristo, vive o Evangelho. Jesus não ia ao encontro de todos os doentes para os curar, nem se sentia o tutor de todos os desequilibrados, mas todo aquele que vinha ao seu encontro em busca de socorro, cura, libertação, recebia.

Se precisava de cura, era cura que recebia, se procurava edificação, recebia. Jesus dava o pão conforme a fome, dava a água conforme  a sede, supria a necessidade que havia.

Para isto, ele precisava ser mais que o Salvador do mundo, era necessário caminhar junto, olhar nos olhos e conhecer a carência de cada um.

Jesus tinha tempo com as pessoas, amava nos encontros, sentava-se para comer juntos, servia a cada um, conforme suas próprias expectativas. Com o mesmo amor que ensinava nos montes, à uma grande multidão, ensinou à Maria, sentada aos seus pés. Ele tanto pregava à multidão, quanto respondia a cada questão que surgia.

Jesus é o Bom Pastor, mas também é o Mestre, mas também é o Médico, mas também é o amigo íntimo. Seu ministério era no tete a tete, nos encontros, nas andanças, com gente cheia de mazelas. Era atento à quem o procurava.

Hoje os homens se ensoberbecem em seus ministérios e não se preocupam em olhar para o exemplo de Cristo. São pastores que pregam às multidões, mas não apascentam rebanhos. São discursos cheios de "eu sou, eu sei, eu tenho, eu faço, eu conheço" mas cegos com relação à quem caminha a um palmo de distância.

Quanto mais espetáculo e performances, melhor. Mas as multidões seguem vazias, sem o conhecimento do Evangelho genuíno.

Não há como amar a Deus, se negligencio meu irmão. Ou me torno o Evangelho na vida das pessoas, se é que Jesus vive em mim, ou sou um sino que retine, frio e barulhento.

Ou estou atenta à necessidade dos que caminham comigo, ou sou uma farsa, mascarada de cristã. Não basta um discurso na ponta da língua. A Graça que recebi, precisa emanar na direção do meu próximo. E não é apenas nos momentos em que eu separo "para Deus". É na vida, o tempo todo.

Se meu ego não existe mais, se o "si mesmo" está mortificado pela minha consciência no Evangelho, não posso praticar apenas quando me convém. Nem posso acolher os de fora, porque vão alimentar meu status de líder, se negligencio os de dentro da minha casa, porque para estes, é mais difícil interpretar um personagem. Não é possível arrumar a casa dos outros, enquanto a minha desmorona.

Ser cristão é antes de tudo, andar na verdade. Não só de língua, não só com palavras vazias, mas na prática constante de amar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Confiabilidade bíblica




Tanto se discute sobre a autenticidade dos textos bíblicos. Tanto se questiona e põe em dúvida a veracidade dos fatos... penso que diante da atual mornidão que assola as igrejas, esta seria a gota d"água que desanimaria de vez a alguns que sobrevivem mais por medo do que por amor.

Assisti a uma palestra sobre a escolha do Cânon bíblico. e se meu coração não ardesse de amor por Jesus, a dúvida poderia encontrar pouso. Mas algo no meu íntimo testifica que é exatamente do jeito que precisava ser. Tudo tem propósito e vivemos pela fé.

Meus amados, pra início de conversa, Jesus não escreveu nada, senão na areia. Para crer que o testemunho daqueles homens é verdadeiro, só posso fazê-lo por meio da fé e esta é dom.

Se preciso de fundamentos palpáveis e sólidos, se tudo precisa se encaixar na minha lógica humana, para crer no Evangelho, onde está a fé? Se o processo que a Bíblia sofreu para chegar nas minhas mãos for mais importante do que a vida que recebi ao ser Evangelizada, que fiasco de cristã eu seria...

Evangelho é o que salta da letra e se torna vida no espírito. E pra que isto aconteça, a mensagem não pode ser filtrada pelo meu crivo intelectual. Deus não é lógico, Deus é mistério. A revelação é espiritual. Só se eu fosse louca, para negar cada uma das experiências que tive com Deus, porque minha mente não compreende o que meu espírito intui.

Conheço a Lei, os profetas e os apóstolos por meio da fé. Se creio na inspiração deles, por que duvidaria da sabedoria dos copistas? Por que Deus não cuidaria para que recebêssemos a Bíblia tal como é?

Os critérios para a seleção dos livros, os acréscimos, a rejeição dos apócrifos... nada fugiu do controle de Deus. Importa menos a letra, do que a vida que o Espírito concede por meio do conhecimento de Cristo. O muito saber, incha. Mas o amor edifica.

Se de fato o Evangelho se resume no amor e se o serviço mútuo nos interliga pela prática de amar, basta! É a Graça que realiza todo o trabalho. Estes pormenores não podem abalar a fé daqueles à quem o Pai chamou de filhos.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Negar-se




Quem não tem estrutura para lidar com a condição humana, precisa ir viver entre os querubins e serafins, para ouvir continuamente "Santo, Santo, Santo". Porque enquanto estivermos encerrados em carne e sangue, haveremos de lutar diariamente contra nossa própria natureza, que mesmo domada, não deixa de ser.

Sou uma cristã que de fato vivo o que prego. A consciência do Evangelho me acompanha desde a hora em que acordo, até a hora em que durmo e não há o que eu faça, que não seja sabendo que Deus está dentro de mim.

Mas tem coisas que não faço, porque perderam o lugar na minha vida e já não são. Outras, não faço, porque não me convém, embora eu ainda as perceba como vontades. E algumas, ainda não consegui mortificar, embora saiba que preciso.

O domínio próprio é um dos atributos do fruto do Espírito. Mas ele só existe, porque há o que ser dominado. Então, alguns podem pensar que minha carne não está subjugada pelo espírito, mas creio eu, que se a carne prevalecesse, eu não estaria confessando, mas praticando o que ela pede. Sou tranquila neste quesito, vivo um dia de cada vez.

Não sou uma pessoa andando sem rumo, eu tenho um alvo. Tudo o que mais desejo é alcançá-lo e ser cada vez menos parecida comigo mesma, e mais parecida com Cristo. Foi para seguí-lo que fui chamada e para praticar seus ensinamentos. Esta é a razão da minha vida, é o que me motiva, é meu maior bem.

Mas esta consciência não me anula como ser humano. Não nutro a ilusão de que minha carne vá deixar de ser, clamar, gritar e lutar para ditar suas exigências. Sem sombra de dúvidas, eu a reconheço diariamente e sei de cada uma das suas investidas. Só não lhe dou essa confiança e ela perde espaço nos meus pensamentos, ações e escolhas.

Embora eu saiba que não posso escolher o que vou desejar, posso escolher com o que vou ocupar meus pensamentos. Buscando as coisas do Alto, tudo o que é concernente à mim mesma, diminui.

Não tenho muito pudor em falar à respeito do que sinto, sou e vivo. Às vezes me calo, por perceber que alguém não tem alcance para compreender a dualidade do nosso ser. Quando começam com "não penso, não faço, não toco" a santarrice já me faz entender que não é um coração receptivo a acolher. Mas se lido com gente madura na fé, nos confessamos mutuamente e nos ajudamos em oração.

Já houve tempo em que eu achava que era imune e não exercia misericórdia com cristãos que pecavam. Era uma evangélica imatura e cheia de mim. Depois, fui ensinada à duras penas, que ainda sou pó e que o mérito nunca foi meu. Me reconhecer e saber o que sou, é render à Cristo e sua Graça, todo o mérito por me sustentar.

Prefiro ser julgada pelos homens, à ser achada hipócrita diante de Deus. Porque quando me interiorizo para orar, minha alma se apresenta nua. Eu não tenho como esconder Dele as minhas imperfeições. Ele me vê, tal como sou. E enxergando minha alma do jeito que é, jamais a desprezou. 

Então, falo sem o menor constrangimento, que aquilo o que antes fazia porque gostava, continuo gostando, mesmo que não faça. Porque viver no Espírito, não é sofrer um estado de amnésia ou dormência da carne. Ela continua sendo e continua lutando para prevalecer.

É diferente a experiência de quem sempre viveu dentro dos padrões e a de quem viveu à margem. Sou uma privilegiada, no sentido de conhecer meus limites e saber muito bem do que sou capaz. Minha vida poderia render um testemunho lindo, se não fosse escândalo para gente infantilizada no Evangelho. 

Lembram que Jesus falou sobre o maior amor ser o daqueles que receberam o perdão da maior dívida? Isso depende mais da consciência da impotência do que pelo tamanho da dívida em si. Eu não me justifiquei, apenas reconheci minha miséria e diante do perdão, não me resta outra alternativa, senão amar Jesus com todo o meu coração.

Deus tem me dado Graça e eu tenho dominado a carne. Não por medo de ser cortada fora, mas porque o amor de Deus me constrange e me move à buscar Sua Vontade e negar a minha.

Eu conheço a Misericórdia de Deus. Eu sei o que é cometer o que os homens abominam, sei o que é padecer por consequência de meus erros. Contudo, o Senhor, me sondando e sabendo do material de que sou feita, me acolheu. Não me desprezou, secou meus olhos e revelou-se ainda mais. Porque a Misericórdia com que me recebeu, deu-me-a como dom, para acolher quem está em pecado. Me reconhecer, foi como cair pra cima. Me humilhei e fui exaltada.

Portanto, se escolho me negar, não é porque deixei de ser quem fui. Mas estou em Cristo e é a Seiva Dele, que me vivifica, me impulsionando à diminuir, para que Ele cresça.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Falsos cristos, geram falsos cristãos




Quando consigo, tento conversar com pessoas que pregam um evangelho distorcido, mas sempre ficam sem argumentos e acabam agressivas, mostrando qualquer coisa, menos o caráter de Cristo.

Jesus ensina que a Igreja tem o dever de suprir as necessidades dos pobres. Mas nestes templos monumentais, são os pobres que sustentam o templo, intimidados com um discurso treinado para extorquir. Entre a acusação e a ameaça do inferno, exploram a miséria e o sofrimento alheio, convencendo o homem, que ele é abençoado por Deus, se possuir os bens da terra. Amados, nas palavras de Jesus, estes são loucos que servem à Mamon e não a Deus.

As benesses da Cruz alcançam os que estão em Cristo. É Graça, é favor e não tem preço. Com Deus não se barganha, porque é Dele todas as coisas. O que você tem para dar, que antes não tenha recebido Dele? Que estupidez é esta, que faz com que o homem carregue a Bíblia e não a conheça? Pescam versículos isolados e os distorcem, como se Deus falasse de dinheiro, do Gênesis ao Apocalipse. Tudo fora do contexto, sem compromisso nenhum com a verdade.

O Reino de Deus não tem nada a ver com o sistema monetário do mundo. O Evangelho, uma vez crido e instalado no ser, estabelece o Governo de Deus dentro do homem e é lá que ocorrem as mudanças provenientes de um novo nascimento, uma nova mentalidade, um novo caráter, uma nova postura diante da vida, que mortifica o que antes conspirava contra nós, à saber, nossa própria carne, desejos, vontades, ambições, corrupções, doenças da alma, maldade. Tudo isso é crucificado para dar lugar ao caráter moldado pelo Espírito Santo.

E por meio dessa mudança de mente e consciência no Evangelho de Cristo, passamos a viver e experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Recebemos dons e somos fortalecidos diariamente para edificar a Igreja e vivermos como irmãos, nos amando e servindo mutuamente.

O que estas teologias diabólicas tem a ver com o Evangelho? As pessoas entram e saem desses ajuntamentos, mas permanecem sem vínculo umas com as outras.

Amados, as promessas de Deus são para a Igreja. Quem não vive sob a mente de Cristo, o cabeça da Igreja, não faz parte do Corpo, está fora, necrosando. Só há Vida no Corpo!

E isso nada tem a ver com frequentar templos, ter o nome arrolado num rol de membros e cumprir um protocolo. Tem a ver com a fé e com a esperança que guardamos na ressurreição dos filhos de Deus. Tem a ver com a sintonia com a vontade de Deus, que na maioria das vezes é contra a nossa.

É negar-se, tomar a cruz e seguir Àquele que nos dá as coordenadas para a Vida. É desanimador, ver que a grande maioria dos que carregam o rótulo de "evangélicos", continuam sendo cisternas rotas, amando com conta-gotas, porque vivem segundo o próprio ventre.

Os filhos são aqueles que quanto mais comem do Pão Vivo que desce do céu, mais desejam se alimentar Dele. Aqueles cujas torrentes de águas vivas fluem do interior e emanam na direção do próximo. É amor que quanto mais se dá, mais se tem, porque a fonte é inesgotável. Aqueles que se tornam jardins plantados pelo Senhor. Regados pela Graça continuamente, para abençoar o outro. Lugares preparados para receber os que sofrem, dando-lhes refrigério à alma. Separados pelo Senhor para levar as Boas Novas, libertar cativos e aliviar os sobrecarregados.

E assim, o Reino de Deus crescerá, não com ostentações e aparências suntuosas. Mas em grandeza interior, que nos faz ser diferentes e reconhecidos por exalar o bom perfume de Cristo.

Acorde! Deus não é teu servo. Se é que você faz parte da Igreja de Cristo, tome nela a sua responsabilidade e abandone todo o engano, toda a astúcia diabólica de doutrinas falsas. E seja quem você foi chamado para ser em Cristo. Cumpra o propósito para o que foi criado, para quando estiver diante de Deus, sejas chamado bendito.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Viver na presença de Deus




Alguém dizia que ao orar, já não era como antes. Suas palavras saiam maquinalmente, automaticamente, sem aquele sentimento de acolhimento, sem perceber a presença de Deus, sem emoções, sem manifestações, enfim, experimentava uma frieza e um vazio que queria entender.

Minha experiência com a oração, mudou muito com o tempo. Conhecendo que Deus me sonda e sabe o que sinto, muitas vezes me achego em silêncio e oro lágrimas, antes que saiam de mim qualquer palavra, já o sinto me acolhendo. E mesmo que não consiga dizer tudo o que sinto, sei que Ele já me entendeu, posto que Ele mesmo me motivou a orar. Isto quando separo um momento específico, porque geralmente, nos falamos o tempo todo, seja no ônibus, no trabalho, em casa, em determinadas situações, durante os desafios, durante as alegrias e sensações de prazer, durante as  provas, durante tudo. 

Quando Deus é o centro, se torna natural o orar sem cessar. É hábito incluí-lo em tudo e falar com Ele o tempo todo. E até mesmo nos momentos onde a carne grita, tentando prevalecer, é esta cumplicidade de filho diante do Pai, que nos freia o impulso. Por isso, quem de fato vive o Governo de Deus, não vive em pecado, antes se domina e tem paz.

O que acontece com estas pessoas então? A religiosidade ensinou-lhes, que devem separar uma fatia de seu tempo para Deus. Que devem preparar um momento de oração, onde "entram" na presença de Deus, como se antes estivessem fora dela.

Deus é alguém distante, que só participa do que é convidado. Então, se está na internet, Deus não está com eles, se está se relacionando, Deus não está. Se está trabalhando, não pensa em Deus. Se está com problemas, a orientação não vem de Deus. Se está tomando decisões, não pensa na revelação de Deus. Enfim, Deus está de fora o tempo todo, por que seria percebido no momento da oração, vazia de vínculos, vazia de relacionamento, vazia de cumplicidade entre Pai e filho?

O Governo de Deus é dentro do homem. Lá está Ele o tempo todo. Deus não pediu o domingo de ninguém, o Reino é uma realidade na vida, sem intervalos para cultuar. Uma vez decidido viver sob a revelação divina, há que se ter a consciência do Evangelho, norteando tudo o que acontece. Entrar na presença de Deus, já não é  necessário, pois habitamos Nela. Moramos diante Dele. Ele em nós.

Assim, orar não é uma manifestação sobrenatural, para ser medida através de arrepios e fortes emoções. Uma pessoa que entenda que sua vida é um culto racional, ama estar na presença de Deus e faz isso naturalmente. É amor e submissão e não algo pra medir sua espiritualidade.

Muito mais importante do que as palavras que formulamos, balbuciamos, repetimos, é aquilo o que Deus sondou, mesmo antes de abrirmos a boca.

O que precisa mudar é a postura. Ou se vive o Governo de Deus, ou se vive segundo a própria carne. E assim, feliz, triste, angustiado ou cheio de sonhos, conversar com Deus é estar diante do seu melhor amigo, aquele  que antes de conhecer suas palavras, conheceu seu coração e o que as motivou.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sobre músicas mal escolhidas




"Sobe, sobe,
Sobe o meu louvor
E acerta o alvo
O coração do amado meu
Ao som do meu louvor
Do meu louvor (3x)
Sinto cheiro de glória..."

Não, irmãos, não é apenas meu senso crítico aguçado, é dor na alma mesmo. Ver que as pessoas congregam há décadas e não podem ainda discernir, me causa inquietação. O que aconteceria nesses casos, onde as pessoas tem olhos e não vêem, tem ouvidos e não ouvem, a Mensagem que dizem amar?
Um passeio pelo Novo Testamento seria o suficiente e não é questão de interpretação, porque os textos são claros. Não havia um justo sequer, por isso Jesus se fez nosso Mediador e nos reconciliou com Deus, pelos seus méritos e sendo Perfeito, ofereceu-se como sacrifício que encheu o Pai de prazer e saciou a Justiça de Deus. Por meio Dele, fomos reconciliados e viveremos e sem Ele, estaríamos perdidos, por isso a honra é toda Dele, a Glória é toda Dele. Pois não há outro que seja digno de ser chamado de Senhor e Salvador, posto que nos comprou com alto preço num mercado de escravos.
Com relação a esta música, ela sugere que o meu louvor é tão agradável à Deus, que Ele responde derramando sua Glória. É unção demais, não? É praticamente a retribuição do meu mérito. O louvor sobe e a Glória desce, com cheiro e tudo.
Amados, não vivam de ilusão. Nada que o homem faça, o torna merecedor de algo vindo da parte de Deus. Por isso Graça é Graça.
Não amado, a aliança de Deus não foi com você. Caso fosse, você já a teria quebrado com sua inconstância. Deus fez pacto consigo mesmo, antes da fundação do mundo. As benesses da Cruz, você recebe, SE estiver em Cristo.

Não amado, Jesus não é seu vingador pessoal. Com o mesmo amor que morreu por você, morreu pelo seu inimigo. A medida usada por você, será usada para você.
Não amado, Deus não se preocupa mais com sua conta bancária, do que com as necessidades do teu próximo. Quando Ele abençoa UM FILHO, é porque sabe que este vai dividir com quem não tem.
Não amado, religião não muda a vida de ninguém. Ou você ama a vida, ou a Vida que há em Cristo.

O que viermos a receber, é por bondade e misericórdia, porque não merecemos. Nosso louvor é gratidão pelo que Deus é e nos concede porque é Bom. O que recebemos é favor e não pagamento. É Graça e não resposta às nossas atitudes.
Nem o que chamamos de culto, é de fato um culto, porque o sacrifício que agradou à Deus, foi consumado em Cristo. A motivação para nos reunir, não é realizar mais um culto, mas dar à Cristo toda, toda, É TODA honra e Glória, pois se deu em nosso favor e por isso estamos alegres. Não fizemos nada, nada dependeu dos nossos esforços. Nada!
Esta é apenas uma das músicas que não gosto. Tem muitas outras que são auto-ajuda, ou judaizantes ou heréticas mesmo. E lamentavelmente, eu só posso me calar, assistindo as pessoas entoarem bobagens enquanto dançam e batem palmas, sem entendimento.
E aí eu sonho com o dia em que entoaremos consciêntes do que recebemos em Cristo, cânticos símples e suaves, que apenas exaltam e engrandecem o Nome de Jesus ou nos conscientizam de que somos a própria mensagem na vida daqueles a quem encontramos pelo caminho. Algo deste tipo:

Fale de amor (Jorge Camargo)

Fale de amor
No espelho d'água dos teus olhos,
abra os portais do teu abraço,
se for preciso, use palavras

Fale de amor
Trocando o som pelo silêncio
Tornando voz em gesto e atos
se for preciso, use palavras

Proclame a vida
Em seu singelo explendor
Cantando ao vento 
a música do seu amor

Fale de amor, 
livre de amarras e de pesos
com suas lágrimas, sorrisos,
se for preciso, use palavras

O sol, o mar e as estrelas,
mulheres, homens e animais
irmanados na riqueza
suprema que é viver em paz

Proclame a vida
em seu singelo explendor
cantando ao vento
a música do seu amor

Fale de amor
no espelho d'água dos teus olhos
abra os portais do teu abraço
se for preciso, use palavras

Isto é ser Evangelho, isto é ser a Mensagem. Não mais nós, mas Cristo em nós!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Sobre a Sabedoria




Existem dois tipos de sabedoria: uma que é natural e consiste na habilidade de aprender com as próprias experiências e vivências, lições para serem usadas, evitando novas dores, novos desgastes, novos motivos para se arrepender, etc. É um registro que vai te proteger no futuro, porque quem não o tem, repete os mesmos erros e nunca aprende nada.


O outro tipo de sabedoria, é dom de Deus e consiste na habilidade de sistematizar a intuição que é espiritual e transformá-la em ideia para edificação de muitos. Deus fala ao seu espírito e você consegue transmitir ao outro em mensagens sintonizadas com o Evangelho, de forma à "robustecer" o outro e formar Cristo em seu caráter.

Quem não tem a sabedoria natural, tampouco terá a espiritual.

Tiago: 3:17 "Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera."

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Reino de Deus É





A Graça É antes de todas as coisas, porque antes que houvesse homem, pecado e culpa, ainda antes da fundação do mundo, O Cordeiro de Deus foi imolado, inaugurando o Reino de Deus, que é Amor, Justiça e Misericórdia. 

O favor imerecido, veio antes que se manifestasse no chronos, o impulso do homem para independer. O Reino de Deus é de eternidade à eternidade, ele É, porque Deus É, porque a Graça É.

A Lei mosaica, foi apenas uma necessidade cronológica. Ela não é, apenas estava com um propósito dentro do tempo. Jesus veio manifestar o Reino de Deus aos homens e cumprindo-a, manifestou outra Ordem, mais excelente e suprema, fundamentada no Amor, que É.

Os filhos gerados em Graça, são aqueles que procedem no Amor, em Cristo, considerando tudo o que é corruptível e circunstancial, infinitamente de menor valor, do que o tesouro encontrado e crido como algo que dá razão à existência. 


O tesouro oculto do mundo, é revelado aos que crêem e passa a desenvolver grandeza de dentro para fora, fluindo em atitudes e sentimentos nobres. Em uma das parábolas, é comparado ao valor das pérolas, pois assim como elas estão acolhidas pela ostra, o Reino está no âmago do homem, invisível no mundo dos comuns.


Jesus dizia que o Reino não era um lugar geográfico a ser alcançado, nem um tempo vindouro a ser manifestado, mas o Reino de Deus não se manifesta com aparência exterior, está dentro do homem, está dentro daqueles que aceitam ser governados pelo Espírito Santo de Deus. É antes de tudo a disposição em viver conforme a pregação de Jesus, num processo de esvaziamento de si mesmo e crescimento em Graça.

O Reino de Deus está dentro daqueles à quem a Graça alcançou e o amor é nossa marca.

E na consumação de todas  as coisas, no dia de Cristo, os escolhidos serão os que dentre tantos foram chamados, mas por causa do amor, serviram. Estes que amaram menos a própria vida, porque a Graça de Deus, é infinitamente melhor do que a vida.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Gratidão




2013, 2014, 2015...
Quem vive Cristo, não precisa de misticismos com relação aos anos que saem ou entram.

Apenas confiamos, porque uma vez entendida a Mensagem da Cruz e crida, as bênçãos de Deus começam a nos seguir. Está consumado, já somos abençoados.

Vitórias ou derrotas acontecem o tempo inteiro. A diferença é que a fé dá significado a todas as coisas. No dia bom, somos gratos e no dia mal, sabemos que não estamos sós e ficamos atentos para o que Deus quer nos ensinar.

O ano de 2013 para mim, foi uma transição. Saí de uma mesmice que se arrastava há 7 anos e entrei de cabeça nos projetos que me lançam para cima. Estou com o coração cheio de esperanças e vontade de dar tudo de mim no auxílio de muitas pessoas.

Vou de mãos dadas com quem não tem vínculo com minha carne, mas está entrelaçado na minha alma. Sabe quando as essências se reconhecem? É isso, nossa seiva é a mesma. 

Desejo à todos maturidade espiritual, discernimento, sabedoria e principalmente fé, para descansar nos braços Daquele que continua tendo o controle de tudo.

Que em 2014 a gente se encontre muito por aqui e continue crescendo juntos, em Graça.


sábado, 14 de dezembro de 2013

Sobre a fé




A fé é dom de Deus e Ele mesmo a aperfeiçoa enquanto caminhamos. Pois à medida que mais o conhecemos e somos revelados à respeito das coisas futuras, mais firmamos Nele a nossa confiança.

É por meio dela que transcendemos para a eternidade. Porque ela faz este elo entre tudo o que foi prometido e a certeza de que tudo será cumprido.

A fé que se anuncia no mundo, como se a iniciativa fosse humana, esta que o fixa nas coisas circunstanciais e o incentiva à correr atrás do vento, dos tesouros corruptíveis, das vitórias, das bênçãos que nunca o satisfazem, isto nada tem de fé. Apenas chamam de fé, o impulso carnal e egoísta, puramente humano.

A fé não é este instrumento disponível ao crente para conseguir coisas e benefícios. Isto o que chamam de fé, só serve para alimentar mais ainda a alienação quanto as coisas espirituais. O iludido pensa que é um cidadão do céu, mas está entranhado nas coisas terrenas e longe de Deus.

A fé é o dom de Deus que sustenta nossa  convicção no que esperamos. Ela está firmada em Cristo e é a certeza do que há de vir Nele.

Por mais lutas e por maiores que sejam as aflições, perseguições, tribulações, é a fé que não nos deixa sentir desamparados. Podemos todas estas coisas, pois Ele tem nos fortalecido.

É esta fé, esta certeza, esta convicção que nos liga à Cristo, para que o reconheçamos como Senhor. É ela que nos enche de ânimo, não só para suportar, mas para ir e fazer discípulos.

Nada do que se baseie no desejo egoísta é fé. Todo dom é  dado por um fim proveitoso, em favor dos que vão herdar a salvação. A fé não apenas nos firma, mas nos ajuda a pregar o Evangelho com convicção.

Deveria ser óbvio, que permanecerá apenas o que é incorruptível para a eternidade. Logo, buscar o que é fútil e temporal só alimenta a carne e nada tem a ver com a fé.

É por meio da fé que assimilamos as coisas espirituais. Se refere ao que não se vê, mas se sabe por meio do espírito.

1 Pedro 1:21 Por meio dele vocês creem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Javier Cardona




No horário marcado eu estava lá. Esperava ser recebida pelo moço lindo das fotos, aquele que encanta com seu sorriso, espontaneidade e versatilidade artística. São muitos anos acompanhando todas as suas performances nas poesias, músicas, fotografias, criatividade...

O moreno estilo Antônio Banderas, que já é meu amigo há pelo menos 6 anos e mora logo alí, mas que por falta de tempo, oportunidade e vontade, nunca nos movemos à nos conhecer pessoalmente. Já até passei por ele na rua, mas nunca havíamos marcado um encontro.

A motivação foi a hérnia de disco que o acometeu. Fui lá pensando em dar uma força, porque ele estava sentindo dor, mas ele se recusou a me deixar arrumar a casa. Veio abrir a porta amarrotado, com os cabelos armados e cara de sono. Me recebeu com um abraço gostoso e o café já estava sendo providenciado. Eu já sabia que ele era meio hippie, mas estranhei tanta fumaça na casa.

Eu disse que estava alí para ouví-lo e automaticamente encarnamos a psicanalista e o analisado. Ele tinha nas mãos uma caixa com fotos antigas, que curiosamente estavam recortadas. Notei que ele recortava algumas pessoas nas fotos, inclusive a noiva no dia do casamento. Este foi o início da conversa. Ele começou me explicando esta desconstrução, pois aquelas pessoas representavam para ele, frutos de um sistema corrompido com o qual ele não queria pacto.

O apartamento também está sofrendo transformações. Ele está se desfazendo da mobília tradicional e deixando no lugar apenas o que considera básico. Tudo alí é metafórico e tudo expressa sentimento e arte. 

E enquanto ele falava e apresentava-me sua visão de mundo, eu ia compreendendo a lucidez gigantesca, no meio de toda aquela loucura. Coisas do tipo: "A palavra mendigo na Colômbia, tem a ver com descartável... quando estava lá, fiquei chocado com essa expressão, por isso não descarto mais nada, junto sucata pra aproveitar, quer ver?" E abriu o armário da cozinha, me mostrou umas embalagens vazias de batata chips e disse: "Vou fazer uns caleidoscópios pras crianças com câncer brincarem."

Ele me contou sobre o dom de pastorear, sobre a paixão pelas almas que o motivaram a deixar tudo e ir para a Colômbia, onde sofreu as piores decepções com relação ao sistema religioso, privilégios de alguns, perseguições a ele que não se dobrou, os boicotes e depois de dez anos dando o sangue neste ministério, foi descartado.

Este assunto o deixou com os olhos injetados e lá do fundo da alma veio brotando mais uma reflexão: "As chamas de duas velas, não entram em atrito. Antes iluminam juntas e dissipam as trevas. Não deveria ser assim entre nós?"

Falou sobre a crise no casamento, sobre os efeitos da religiosidade nas decisões e sobre o fim. Falou sobre a briga com Deus e sobre a ânsia de recuperar o tempo que julgou perdido. Se tornou agente de trânsito, começou a faculdade, mergulhou nos sonhos e na sede de crescimento pessoal. Queria ganhar o mundo, mas descobriu que o Dom de Deus é irrevogável. Cristo pulsava dentro dele.

Falou-me sobre o livro, que conta esta história de desconstruções políticas, religiosas, econômicas, buscando uma liberdade e um modo de vida que não se conforma com o mundo, com sua frieza e falta de amor. O homem que trazia o peso do mundo nas costas, encontrou no Evangelho vazio de dogmas, a leveza pra espalhar no mundo tudo o que aprendeu com Cristo.

Neste meio tempo seu alter ego o ensina a se livrar das cargas insuportáveis das mágoas e subtituí-las pela autenticidade, que só os servos de Jesus, na Ordem de Melquesedeque conhecem, porque nestes, a orientação vem de dentro. O livro conta a trajetória deste homem que desejou ser correto e foi engolido pelos sistemas corrompidos. Mas ressurge na leveza de uma mente livre.

Como  agente no trânsito, lida com a injustiça e privilégios, onde é obrigado à se omitir, a calar sua indignação. Nos últimos 15 anos, perdeu a noção de quantas vezes foi xingado e desrespeitado nas ruas. O acúmulo de pressões, despertaram nele o desejo de sumir, mas como não era possível, se isolou em casa mesmo, num processo depressivo que terminou num surto. Ele usou a janela do apartamento como palanque para denunciar tudo o que viu e ouviu. E no momento em que o país manifestava, ele aproveitou a oportunidade e fez sua parte. Foi parar na TV. Todo mundo queria saber quem era aquele agente que tirou a roupa na rua.

Entre um assunto e outro, um cigarro e lá se foram mais de 4 horas de papo. Não vi o tempo passar, tudo o que ele dizia, vinha carregado de vida. Apesar da dor física, para mim, aquilo era reflexo do peso que ele carregou nas costas, a indignação com o mundo, o inconformismo. Toda dor prolongada na alma reflete no corpo. Mas ele disse algo que é verdadeiro: a desconstrução o deixa livre para encarnar o Evangelho por onde vai...

Ele prega o amor no trabalho, nas ruas, no trânsito, nos encontros. Ajuda um aqui, outro alí e ninguém precisa saber. Por onde vai, espalha a gentileza, fala do bem, pacifica, faz justiça. O mundo é seu ministério. Jesus, um amigo que vai com ele.

Na despedida ele me disse: "Janete, foi terapêutico!" mas sou eu que me sinto privilegiada, por ter conhecido um ser com tamanha força e perseverança. Ele encantou minha tarde... conheci alguém que de fato encarnou o Evangelho. Valeu muito, amigo.

"A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina."
1 Coríntios 1:18

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ser feliz, é questão de visão




“E juntamente com Ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. Efésios 2:6.

Ser feliz...
A questão da felicidade está estreitamente relacionada com o prisma com que se olha a vida.

Se do ponto de vista carnal, eu começasse a olhar minha incompletude, constatando que sou só, que não tenho um emprego, não constituí uma família, não tenho a segurança de bens materiais e nem tenho um amor para cuidar de mim, me perderia no desamparo da solidão e gritaria auto-comiserações, achando que a vida conspirou contra mim e que o universo me odeia, causando meus fracassos.

Mas se olho pelo prisma espiritual, constato que poucos tem a clareza da minha visão. Fui colocada em lugares altos, assentada nas regiões celestes, de onde olho o mundo e percebo pessoas, que apesar de ter um cônjuge, filhos, carreiras e bens, tem também um vazio que não tenho e uma falta que eu não sinto.

Tenho plena consciência de que colho os resultados do que eu mesma plantei em outras épocas, frutos das minhas escolhas, das minhas opções, de forma que tanto minhas faltas, quanto meu crescimento espiritual, são resultados do meu investimento no que considerei prioridade. Não cometo a injustiça de culpar ninguém pelas minhas frustrações, posto que até quem me enganou, escolhi acreditar.

É justamente por não estar enraizada nesta vida efêmera, que sou livre para viver a eternidade desde agora. E buscando o Reino de Deus como prioridade, se confirma na minha vida o que Cristo disse: tudo o mais é acrescentado, de maneira que mesmo faltando, eu não sinto a falta. Em tudo sou suprida, nas mínimas coisas. 

Sou cuidada minimamente, pessoalmente e de forma surpreendente, porque me reconheço completamente dependente.

Ser feliz é questão de visão. Como poderia eu ser infeliz, sabendo de tão grande amor? Como me desestabilizaria com as faltas circunstanciais, se sei o que hei de herdar em Cristo?

É até bom que eu não tenha vínculos me prendendo às obrigações, porque o que eu vier a realizar, será com liberdade. Passarei por esta vida como o vento que não se fixa, apenas vai... sou livre para amar a quem necessite do meu amor, seja onde for.

Vivo este paradoxo constantemente, experimento em mim esta dualidade, estes dois extremos. A carne é uma miséria, mas somos vivificados no espírito, para que ela não nos subjugue. E é por causa do Espírito no meu espírito, que não tenho sucumbido. 

Como se não bastasse a própria condição humana que é um desafio diário, se levantam de todos os lados investidas espirituais da parte do nosso adversário, para impedir o aperfeiçoamento em Graça.

Aos olhos de Deus, os bem-aventurados são os que perseveram em esperança, apesar das muitas aflições, porque quem promete é fiel e não falhará em cumprir em nós, tudo o que nos tem garantido.

Fácil não é e ninguém me disse que seria, mas sigo confiante, vencendo o mal de cada dia com perseverança e fé. Nisto consiste minha felicidade: saber que não tendo nada, tenho em Cristo, meu TUDO.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Canais para fazer circular o dom de Deus




Há um tempo atrás, meditando sobre o amor, intuí que apesar de conseguirmos deformá-lo com nossos conceitos, ele jamais foi sentimento, mas essência, porque sendo Deus Amor, transcendeu na direção do homem por meio de Cristo e assim, emana através dos remidos, na direção de todos os outros, fazendo sua essência circular no mundo de forma horizontal. Ele mesmo é a fonte do amor que transmitimos, este que nos impulsiona na direção do outro em doação, em renúncia, em acolhimento.

Depois, meditando mais um pouco, percebi que também o favor de Deus, derramado no homem, é como uma chuva fina sobre a semente; A Graça que nos alcança, perdoa, cura, dá crescimento, acompanha e restabelece, vem de Deus para nós e também emana na direção do próximo, como se crescessem em nós, ramos para todos os lados, espalhando a seiva perdoadora, reconciliadora e amorosa que há em Cristo, a Raíz Santa, que nos chama a ser UM com Ele, para poder frutificar Nele.

Os dons, acrescentados a cada crente conforme a Vontade de Deus, também nos foram dados como instrumentos visando um bem proveitoso dentro desta grande Obra, segundo o propósito de Deus na expansão do Seu Reino. Recebemos, para que o usemos na proclamação das Boas Novas e assim também nos tornamos cooperadores, para que Cristo seja manifesto aos homens.

E numa das reflexões do Roberto, que ele diz ser inspirada nas coisas que digo, mas que acabam me inspirando também para refletir sobre esta rotatividade da essência de Deus na Terra, me mostra mais uma vez que somos como um organismo, onde cada célula se completa, se liga e se ajuda mutuamente, de forma que funcionamos todos em Cristo, a Mente que nos direciona neste propósito. Quantas foram as vezes em que um completou o que o outro estava meditando, preenchendo as lacunas e formando uma visão mais nítida? Acontece o tempo todo nos meus encontros com amigos da mesma fé, caminhamos sintonizados, um se tornando luzeiro na vida do outro.

Então, ele me ajudou a entender que a Glória de Deus é também circular, pois esvaziando-se de Sua divindade e fazendo-se pobre por causa de nós, Cristo nos possibilita ser ricos em Glória Nele, assim, glorificamo-lo de volta, para que Ele nos glorifique no porvir.

Que coisa sublime é a revelação de Deus! E que maravilha é entender que desde sempre, tudo começa Nele, por meio Dele e volta para Ele. E Ele é tudo em todos e Nele somos UM.

E assim, é muito fácil entender que o esvaziar-se de si mesmo, é um processo necessário para que haja este círculo de amor e Graça entre Deus e os homens, pois o egoísmo que nos domina, faz estagnar a seiva que dá vida aos ramos.

Cristo se esvazia para nos encher, na medida que nos esvaziamos para ser cheios Dele. E assim, enxertados na Videira, damos frutos. Mas fora dela, para nada mais servimos.

A Seiva, a Vida, o Sangue está Nele e somente negando o ego, estamos livres para amar e frutificar em benefício dos homens, para a Glória Daquele que à si mesmo se doa em favor de muitos.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Libertação dos pecadores




Meu objetivo neste post, é falar sobre o perdão. Mas para entender sobre o perdão entre os homens, é preciso fazer uma explanação sobre o perdão que recebemos da parte de Deus em Cristo, para que todo homem entenda, que a mesma Graça, transcendida da parte de Deus em nossa direção, é a mesma que irradia e  emana de nós, na direção do próximo.

A Bíblia relata que todas as providências para que o homem seja salvo das consequências eternas de sua iniquidade, foi realizada desde a eternidade, antes mesmo da criação. E depois, dentro da História, tomamos posse de cada acontecimento, dentro do devido tempo determinado por Deus.

Todos estes acontecimentos foram necessários para que se manifestasse a Graça de Deus aos homens. E nada do que tenha acontecido, fugiu do controle de Deus. Ele sabe do que somos feitos e assim, fez conhecido Seu Amor, quando nos olhou com Misericórdia.

O primeiro culto, foi realizado ainda no Éden, quando o próprio Deus sacrificou um animal para cobrir as vergonhas de Adão e Eva. Foi um ato de Misericórdia, ao mesmo tempo em que havia o derramamento de sangue, que purificaria da culpa.

O culto em Israel, consistia em cada homem prover para si um animal perfeito, pois só poderia haver perdão de pecados, mediante derramamento de sangue. O animal, era sacrificado no lugar do transgressor, levando a culpa sobre si, expiando-a e deixando livre o pecador.

Todas estas coisas apontavam para Cristo. Eram sombras do que haveria de vir. Todo aquele contexto: judeus, Lei, acusações, tortura, tudo isso é muito pesado para nosso entendimento humano, que está encerrado no tempo e no espaço. Estamos fixados naquela cena de sofrimento, mas o significado espiritual daquele ato, é a mais sublime ação de Amor, que já houve nesta Terra. O ápice do Amor, foi consumado naquela Cruz.

Imagine que a Cruz se desprende do chão e atrai para si a iniquidade dos homens; os que foram, os que são e os que serão. Porque a Redenção é atemporal.

O Cordeiro de Deus, foi imolado antes da fundação do mundo, pois era necessário que assim fosse, pois de outra forma, não haveria a remissão de pecados e todos morreríamos em nossos delitos, perecendo sem Deus.

Cristo, o Perfeito, sem mácula e sem pecados, se fez maldito por amor à nós. Derramando seu Puro sangue, expiou a nossa culpa e riscou a cédula da nossa dívida.

O pecado do que crê, não apenas foi perdoado, mas pago com alto preço. Fomos comprados com Sangue e agora somos Dele.

Jesus, o Templo de Deus, pois Nele foi realizado todo o ritual de purificação de pecados, na Cruz, o Altar, reconciliou os homens que antes estavam separados por causa do pecado, com Deus, que por causa da Perfeição do Cordeiro, nos adota como filhos.

Não há mais separação. Todo aquele que crê nisto, tem livre acesso à presença de Deus por meio de Cristo, nosso único Mediador, pois só Ele é Santíssimo.

Este é o verdadeiro Culto. O único que saciou a Justiça de Deus. Jesus não pagou parte da dívida, ele a quitou. Já não nos resta fazer nenhum outro sacrifício em troca do perdão de nossa dívida.

Nem sacrifícios, nem cultos, nem preço algum. Está feito e consumado, sem mérito humano, apenas a providência Divina, que separou o Filho para a Obra Redentora, gratuitamente, por Amor.

Percebe que apelidamos cerimônias criadas por homens, de forma que perpetuamos um suposto "culto" desnecessário? Aquela liturgia, aquele formato, aquele conjunto de ritos, nada disto é um culto, pois um culto não é sinônimo de homenagens. Onde havia um culto em Israel, significava que alguém havia pecado.

Deus não se sacia com nossa dedicação, com nossas músicas, com as obras que julgamos boas. Deus está saciado de uma vez por todas por causa do Filho Amado que lhe compraz. 

Se a motivação dos nossos encontros, da reunião dos remidos, não for o amor, a comunhão, a troca, o aprendizado, o auxílio, a reconciliação; se a congregação dos justificados não se reúne em gratidão pelos feitos de Deus, se a motivação for completar a Obra Redentora (mesmo inconscientemente) tudo será em vão. Nos unimos por causa do Amor.

Deus não requer do homem nenhum sacrifício. Tudo o que se faz para Deus ou para o próximo, é por causa da consciência da Graça que nos alcançou. É resposta e não causa. Tudo vem de Deus e é para Deus.

Ele nunca se alegrou com a morte, nem de homens, nem daqueles animais oferecidos no culto. Era necessário que morressem por causa do perdão. Assim como era necessária a morte do Cordeiro de Deus, por causa do perdão aos homens. Portanto, Deus não se agrada de cultos. Deus se agrada no Amor, este é nosso culto racional, realizado por meio do corpo, quando temos consciência do que recebemos de Deus.

Depois de consumada na Cruz a Obra e Morte e após a ressurreição 3 dias depois, Jesus está apto a Advogar a nossa causa.

Quando nos olha, Deus já não vê nossos méritos, obras, sacrifícios, investimentos, dedicação, nada disso. Mas também não leva em conta nossa deformidade, miséria, nudez; Ele enxerga CRISTO entre Ele e nós. O Mediador que nos religa à Deus.

É na Perfeição Dele que somos justificados, é nas suas pisaduras que fomos sarados. Alí recebemos perdão, cura e paz. Alí fomos verdadeiramente livres das acusações e de nós mesmos.

Já não há preço a pagar, já não há a necessidade de arrastar nos lombos o peso dos erros do passado, os relacionamentos quebrados, a falta de perdão que acorrenta as relações. Alguns homens se algemam às culpas como se gritassem ao mundo "Estou pagando até o último centavo!". Como se por meio da dor e do sofrimento, pudessem redimir à si mesmos. Não podem! Se não for por meio da fé em Cristo, não há perdão.

O amor pode fazer novas todas as coisas, mas como resultado do Amor que recebemos primeiro. Perdoamos, porque fomos perdoados de nossa dívida impagável. Nos reconciliamos, porque fomos reconciliados com Deus. Anunciamos o Evangelho, porque por meio desta Boa Notícia, soubemos da Misericórdia e Amor de Deus.

Jesus disse oferecendo alívio: 

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."




Não basta falar de Jesus, citar versículos, frequentar lugares que nunca cessam de exigir do homem mais obrigações. É preciso ir à Jesus e o convite é para todos.

Logo acima deste versículo, um outro diz:

"Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.

Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar."



O Evangelho é tão simples, que as pessoas complicadas não o assimilam. É preciso ser simples, para entender a simplicidade. É preciso que o homem enxergue sua condição de dependente do favor gratuito de Deus, a Graça, que significa "favor imerecido", para então esvaziar-se de si mesmo, para que Cristo cresça nele.

Basta olhar para Cristo e crer que todo culto necessário para tirar de nós o pecado e a culpa, foi realizado e consumado Nele. estamos reconciliados com Deus e podemos promover a reconciliação dos homens uns com os outros.

Só pode seguir Jesus verdadeiramente, quem aprender a negar-se e tomar sua cruz. Tomar nossa cruz, é este ministério da reconciliação, pois da mesma forma que a Cruz de Cristo nos religou à Deus, nossa cruz nos torna UM organismo só, cujo Cristo é o cabeça. Assim a cruz é perdão, uma das coisas mais básicas na vida de quem crê.

O primeiro fruto da Graça é a gratidão. Saber que Jesus se ofereceu para tirar das nossas costas o peso insuportável do passado, das mazelas, das culpas e em troca nos dá a leveza do Evangelho, que também requer renúncias, mas sem a dor na alma que aprisiona e tira a paz.

Entender o que recebemos de Cristo, abre os olhos para enxergar Jesus presente nos nossos piores momentos de crise. E a lição aprendida nesses momentos, nos deram crescimento para testemunho Dele.

O liberto é verdadeiramente livre, porque não arrasta atrás de si, ninguém acorrentado pelas dívidas. E também a ninguém se acorrenta pela falta de perdão.

Ele levou sobre si, tudo o que cabia a nós, mas Nele somos feitos novas criaturas, para expressarmos seu Amor por onde andarmos.

Ah, Senhor... quem dera que todo o cansado e sobrecarregado pudesse compreender estas coisas! Entender o propósito da tua encarnação e saber quem são em Ti... Saber que somos teus, porque fomos comprados para ir pelo mundo, anunciando que o Senhor é Bom! E fazemos isto, não para merecer o que jamais mereceremos, mas porque só UM é Digno de toda a nossa gratidão.