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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O meu Deus e o seu Deus

Deus não muda conforme nossa compreensão amadurece; somos nós que precisamos romper os limites da nossa própria compreensão.

Agora a discussão já não está mais limitada à política ou às religiões. O discurso agora é: o meu Deus e o seu Deus.

Quando se mistura Deus e o diabo no meio da política, já fica evidente a deficiência de discernimento  para não dizer fraqueza de caráter.

Porque não existe o meu Deus e o seu Deus. Existe Deus e a capacidade de cada um de perceber sua pessoa, ultrapassando e rompendo as barreiras do próprio ego.

Cada ser humano percebe Deus a partir da sua própria capacidade de discernimento. E, em cada época da vida, conseguimos pisar no solo sagrado com maior ou menor sensibilidade.

Quem tinha uma compreensão rasa no passado pode avançar até alcançar maior entendimento e amadurecimento. Ou pode passar a vida inteira tentando encaixar Deus nos próprios conceitos ou nos conceitos da religião que professa.

Deus não é monopólio de ninguém. Ninguém se apropria do Eterno. Quem está em transformação somos nós. Logo, a concepção que você tem hoje pode mudar amanhã.

Eu cresci sentindo Deus tão próximo e amoroso. Depois, a religiosidade me colocou diante do Deus terrível de Israel. E, conforme compreendi a Graça de Deus e aprendi a amar, recuperei a concepção da criança que fui e voltei a crer no Pai amoroso e abençoador que Jesus pregou.

Pior do que olhar para Deus como alguém limitado a uma caixa de concreto, é esperar que Ele seja o vingador pessoal que vai varrer os inimigos da sua frente.

É esquecer que a Graça nos coloca todos no mesmo lugar: sem Cristo, você também não tem mérito algum. É somente por meio dele que somos reconciliados com Deus.

Então, ame seus inimigos e ore por quem te persegue. Porque, se não for assim, você nunca compreenderá o significado de ter sido alcançado pela Graça.

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